domingo, 22 de julho de 2018

Inversão de valores

3,5 h de estrada com Vitor e Felipe. No som do carro, rolando uma playlist do Vitor: MPB de altíssima qualidade. Felipe bravo, com seu fone de ouvido, porque não queria ouvir aquela música chata. Prefere ouvir música de concerto no seu fone de ouvido.
Em um momento da viagem Vitor lhe diz que está tocando Chico Buarque. Ele para de ouvir no fone de ouvido para participar da audição da playlist.
Depois de algum tempo diz para o Vitor que vai por o fone novamente porque, para apreciar a paisagem que passa diante dos seus olhos, é melhor ouvir Chopin.
🙄🙄🙄😂😂😂

terça-feira, 19 de junho de 2018

Gloria inmarcesible

Acho lindo o hino da Colômbia.

Lembro-me de um episódio em Bogotá, no Cosmos 100, hotel da rede Mercure na Calle 100. Eu havia me tornado amigo de uma banda de jazz lá. Nas noites em que eles tocavam, eu descia até o bar para apreciar. Era comum eles tocaram uma música brasileira quando eu chegava. Eu era super fã da cantora, talentosíssima, com sua interpretações refinadas da MPB. Eles gostavam muito de fazer MPB.

Algumas vezes conversávamos depois de terminar o trabalho deles em um dos espaços do lobby do hotel, nas confortáveis poltronas. Conversávamos sobre música, política, amenidades.

Numa dessas vezes, eu tinha acabado de fazer uma versão rearmonizada e em ritmo de balada do refrão do hino e resolvi toca-la em um violão que minha amiga Alejandra Miño eventualmente me emprestava nas minhas estadas na cidade.

Caprichei na interpretação, dei o melhor de mim. Terminado meu "pocket show", olhei para eles esperando ao menos um "poxa, que legal ficou isso!", mas eles ficaram me olhando seriamente. Foi então que um deles quebrou o silêncio:

- Não se podem fazer arranjos com o hino nacional.

Ahahahahahah! Pensa numa saia justa!

Lembrei-me que no brasil, em algum momento, era assim também. Desculpei-me e seguiu o jogo. 1x0 pra Colômbia. Não sei se a proibição de se fazer arranjos com o hino nacional colombiano ainda persiste.