- Só vai levar isso hoje?
- Não, eu já tinha passado aqui antes, mas tinha preferido comprar mamão na outra barraca. Mas desisti.
- Esse aqui tá filé.
- Tá bonito mesmo, mas o da outra banca estava mais verdinho. Eu preferia. Mas quando cheguei perto, desanimei.
- Tava feinho, né?
- Pois é. Estava igual a mim. Se me vê de longe: "é... dá pra encarar...", mas quando chega perto: PUTA QUE PARIU!
sábado, 18 de maio de 2019
sexta-feira, 17 de maio de 2019
Memória de Petrushka e a velhice
Estou no quarto e ouço lá embaixo, na sala, o que o Felipe está ouvindo no Youtube.
Ele sobe as escadas.
- Pai, conhece Stravinsky?
- Claro! Assobio o trecho que está tocando na TV e lhe digo: Petrushka.
Ele fica surpreso que eu tenha "adivinhado" que música era.
- Felipe, quando eu tinha 15 anos, quando recebi meu salário, a primeira coisa que fiz foi comprar dois discos daqueles grandões. Um com Sheherazade de Rimsky-Korsakov e outro com Petrushka de Stravinsky.
- Você ainda tem esses "CDs grandões"?
- Acho que não.
Ele faz sua costumeira e quase interminável digressão sobre o assunto, pensando nas possibilidades do destino dos vinis, eu fico tentado a lhe dizer a diferença entre disco de vinil e CD mas prefiro não, ou terei que lidar com mais alguns minutos de digressões de sua mente criativa de 10 anos e, afinal, já deveríamos estar na cama.
Ele desce as escadas e sobre algum tempo depois.
- Pai, Petrushka começa assim: assobia as primeiras notas do balé.
- Isso mesmo.
- Eu conheço essa música faz tempo. Eu amo essa música!
Fico pensando se não é mais uma viajada da sua mente fantasiosa ou se ele conhece há tempos mesmo. Até porque Petrushka não é uma composição popular. Mas ele deve ter se lembrado mesmo porque, lá embaixo, o piano segue tocando Petruska no Youtube e a frase inicial do balé não se repete ao longo da obra. Então ele se lembrou mesmo. Será que conheceu no Piano Tiles? Dei uma pesquisada hoje e não encontrei isso. Mas eu já ouvi Petrushka algumas vezes em casa e já comentei com ele. Será que ficou registrado na sua memória? Não sei... Preciso investigar melhor a questão.
O interessante disso mesmo é algo que cada dia me espanta mais, na medida em que afundo aos poucos na minha areia movediça de sinapses cada vez mais precárias. Para eu me lembrar de uma coisa, hoje em dia, quase sempre preciso de algum estímulo forte. Hoje a Flavia Santos me perguntou se eu iria no evento amanhã. Que evento, o do Felipe? Deixa pra lá, ela respondeu. Deixei para lá por conta do estresse: era melhor não começar o dia com uma irritação desnecessária. Mas realmente não faço a menor ideia de que evento seria, e olha que gastei alguns minutos repassando o que eu faria amanhã. Lembrei-me de 2 possíveis eventos e citei o do Felipe porque era algo que eu tinha comentado com ela (vamos no sábado ao SESC ver a peça tal? O Felipe vai gostar). Mas não era esse o evento. Mas, se ela desse alguns detalhes, eu seria capaz de me lembrar. E esse evento pode ser algo que conversamos ontem, por exemplo. Eu posso simplesmente me esquecer totalmente.
Daí vem um garoto de 10 anos e assobia o início de uma peça que não é popular, que tem uma melodia difícil, que raramente se toca e que ele mesmo deve ter ouvido pouquíssimas vezes?
É, a velhice é uma desgraça mesmo... kkkkk
terça-feira, 14 de maio de 2019
Enciclopédia
Piano toca na Rádio Cultura FM
- Felipe, tem cara de Villa-Lobos, hein?
- É Villa-Lobos, pai: Saudades do Brasil No. 1.
- Felipe, tem cara de Villa-Lobos, hein?
- É Villa-Lobos, pai: Saudades do Brasil No. 1.
Se o conhecimento enciclopédico do Vitor Gomes de Deus nos standards de jazz e no "vocal jazz" me deixaram comendo poeira há muito tempo, meu reinado no repertório pianístico está com os dias contados.
Resta-me, provisoriamente, o refúgio do bastião do repertório de bigbands e jazz mais "complicado" de um lado e um amplo conhecimento da música de concerto em geral, cultivado pela minha melomania desde os verdes anos. Nada que não possa ser superado nesse mundo de possibilidades de apreciação ilimitadas para quem se interessa pela arte.
sábado, 11 de maio de 2019
Herança positiva, negativa e cotas
Tenho conversado muito com amigos que são contra programas sociais. A ideia é que programas sociais estimulam a pobreza, a preguiça. Diante dos cortes de bolsas de pesquisa, gostaria de saber se tais amigos também seriam a favor. Suspeito que não.
A ideia básica é sempre a seguinte: conheço o caso de alguém muito pobre que lutou, ralou muito e veja onde chegou. Ora, se essa pessoa que representa 0,01% da população de miseráveis do país conseguiu, não tem por que o governo investir em programas sociais porque as pessoas ficarão acomodadas. Para essas pessoas, a regra geral deve ser definida a partir de um caso muito excepcional, não a partir do que acontece normalmente. Raciocínio bem obtuso esse.
Vejo diversos críticos a programas sociais como Bolsa Família alegando que eles favorecem a vagabundagem. Claro que tais pessoas são ignorantes no assunto e constroem suas opiniões a partir do senso comum que se baseia quase sempre em mitos. Pode dar a sorte de acertar, mas pode errar fragorosamente. Por exemplo, o motivo de o governo apoiar pesquisas, e ninguém discorda disso, é que tais pesquisas podem ajudar a pessoa a estudar sem ter que trabalhar no mercado de trabalho tradicional e o resultado das pesquisas pode ser útil para o país. Entretanto, nunca podemos perder de vida que o estudo também é um tipo de trabalho. Ou seja, de alguma forma, a pessoa também está trabalhando. Já em um programa social como Bolsa Família, um dos pilares é o mesmo raciocínio: em vez de colocar a criança para trabalhar e ajudar no orçamento familiar, o governo paga uma bolsa para que ela estude, o que pode ajudar a criança e o país também porque é um cidadão a mais melhor preparado, tudo o que países pobres como o Brasil precisam: pessoas bem preparadas. Por que mesmo assim meus amigos são contra? Provavelmente porque não conhecem bem para que existem esses programas e, boa parte deles – desconfio – por puro preconceito mesmo.
Outro amigo me disse que cotas são esmolas e que ele discorda totalmente. O governo tem que parar com isso porque as cotas roubam vagas de pessoas mais capacitadas. Ou seja, a vaga de uma pessoa mais capacitada estaria sendo utilizada por um cotista. Eu argumentei que cotas são uma espécie de indenização que o governo paga por ter prejudicado essas pessoas historicamente. Ele discorda. Perguntei se ele aceitaria indenização caso o governo instituísse uma para donos de veículos que tivessem seus carros avariados em buracos pelo fato de o governo não cuidar adequadamente da conservação das vias públicas. Ele disse que sim. Veja que, aplicando seu argumento anti cotas, esse dinheiro estaria deixando de financiar saúde e educação para lhe dar esmola. Mas mesmo assim ele acha justo e aceitaria de bom grado. Ou seja, qualquer indenização que o governo pague PARA ELE é justa. Se for uma indenização que ele não se veja contemplado (ele é branco, cristão blablabla), é injusta.
Mas, segundo essas pessoas, meu argumento de cotas é ainda mais indefensável porque não faz sentido indenizar descendentes por sofrimentos passados por seus pais causados pelo sistema e que limitaram suas possibilidades no presente. Isso leva à ideia que eu quero expor, a da herança positiva e negativa.
Normalmente esse tipo de pessoa é contra taxar grandes fortunas e heranças. Segundo o raciocínio dessas pessoas, a ideia de que os filhos têm todo o direito de usufruir integralmente da herança deixada por seus pais é algo inquestionável e que não representa um privilégio. Afinal, eles estão usufruindo dos efeitos dos bens conseguidos pelos seus pais. Taxar isso pensando em uma maior justiça social é uma violência com esses pobres milionários. Obviamente que seus pais conseguiram tais bens em função de seu esforço (caso não tenha sido obtido por meio de herança), mas mesmo esse esforço foi à custa de um sistema bastante complexo que favorece uns e limita outros, mesmo considerando as capacidades individuais.
O fato é que, independente de como alguém tenha conseguido amealhar a fortuna, é justo que seus herdeiros sejam beneficiados sem restrição disso, sem a necessidade do esforço para amealhar sua própria fortuna. Se considerarmos os vivos, a ideia é o seguinte:
1. Se eu trabalhei, é justo que usufrua da riqueza que isso me proporcionou (parece-me bastante coerente tal raciocínio)
2. Se eu fui lesado pelo estado de alguma maneira (como o exemplo da via pública mal conservada acima), é justo que eu seja indenizado por isso (parece-me bastante coerente tal raciocínio)
Agora façamos o mesmo exercício para os herdeiros, usando a mesma lógica
1. Se eu amealhei uma fortuna em vida, o resultado disso é meus herdeiros usufruírem totalmente dela
2. Se em vida eu fui prejudicado pelo sistema (como escravo), o resultado disso é meus herdeiros não escravos terão uma vida miserável, então é justo que eles sejam indenizados por isso
Obviamente que meus amigos anti cotas não concordarão com a segunda colocação ainda que a primeira lhes deixe felizes e entusiasmados. Afinal, na cabeça deles só vale a “herança positiva”, a “negativa” não. Para mim é uma forma de pensar bastante capenga, desequilibrada. Talvez meus amigos dirão: mas a escravidão acabou há muito tempo... Aí que está: nem é tanto tempo assim e a situação da exclusão social dos afrodescendentes foi agravada ao longo do tempo justamente porque os descendentes diretos nunca foram indenizados, sem dizer que brancos europeus receberam do governo cotas para os auxiliarem na condição de migrantes (esforço sistêmico de embranquecer a população) enquanto os pretos libertos e seus descendentes eram colocados à margem da sociedade pela questão do racismo.
Enfim, é todo um sistema de pensamento muito arraigado nas pessoas e que custará muito tempo de esclarecimento ainda para evoluirmos na questão.
A ideia básica é sempre a seguinte: conheço o caso de alguém muito pobre que lutou, ralou muito e veja onde chegou. Ora, se essa pessoa que representa 0,01% da população de miseráveis do país conseguiu, não tem por que o governo investir em programas sociais porque as pessoas ficarão acomodadas. Para essas pessoas, a regra geral deve ser definida a partir de um caso muito excepcional, não a partir do que acontece normalmente. Raciocínio bem obtuso esse.
Vejo diversos críticos a programas sociais como Bolsa Família alegando que eles favorecem a vagabundagem. Claro que tais pessoas são ignorantes no assunto e constroem suas opiniões a partir do senso comum que se baseia quase sempre em mitos. Pode dar a sorte de acertar, mas pode errar fragorosamente. Por exemplo, o motivo de o governo apoiar pesquisas, e ninguém discorda disso, é que tais pesquisas podem ajudar a pessoa a estudar sem ter que trabalhar no mercado de trabalho tradicional e o resultado das pesquisas pode ser útil para o país. Entretanto, nunca podemos perder de vida que o estudo também é um tipo de trabalho. Ou seja, de alguma forma, a pessoa também está trabalhando. Já em um programa social como Bolsa Família, um dos pilares é o mesmo raciocínio: em vez de colocar a criança para trabalhar e ajudar no orçamento familiar, o governo paga uma bolsa para que ela estude, o que pode ajudar a criança e o país também porque é um cidadão a mais melhor preparado, tudo o que países pobres como o Brasil precisam: pessoas bem preparadas. Por que mesmo assim meus amigos são contra? Provavelmente porque não conhecem bem para que existem esses programas e, boa parte deles – desconfio – por puro preconceito mesmo.
Outro amigo me disse que cotas são esmolas e que ele discorda totalmente. O governo tem que parar com isso porque as cotas roubam vagas de pessoas mais capacitadas. Ou seja, a vaga de uma pessoa mais capacitada estaria sendo utilizada por um cotista. Eu argumentei que cotas são uma espécie de indenização que o governo paga por ter prejudicado essas pessoas historicamente. Ele discorda. Perguntei se ele aceitaria indenização caso o governo instituísse uma para donos de veículos que tivessem seus carros avariados em buracos pelo fato de o governo não cuidar adequadamente da conservação das vias públicas. Ele disse que sim. Veja que, aplicando seu argumento anti cotas, esse dinheiro estaria deixando de financiar saúde e educação para lhe dar esmola. Mas mesmo assim ele acha justo e aceitaria de bom grado. Ou seja, qualquer indenização que o governo pague PARA ELE é justa. Se for uma indenização que ele não se veja contemplado (ele é branco, cristão blablabla), é injusta.
Mas, segundo essas pessoas, meu argumento de cotas é ainda mais indefensável porque não faz sentido indenizar descendentes por sofrimentos passados por seus pais causados pelo sistema e que limitaram suas possibilidades no presente. Isso leva à ideia que eu quero expor, a da herança positiva e negativa.
Normalmente esse tipo de pessoa é contra taxar grandes fortunas e heranças. Segundo o raciocínio dessas pessoas, a ideia de que os filhos têm todo o direito de usufruir integralmente da herança deixada por seus pais é algo inquestionável e que não representa um privilégio. Afinal, eles estão usufruindo dos efeitos dos bens conseguidos pelos seus pais. Taxar isso pensando em uma maior justiça social é uma violência com esses pobres milionários. Obviamente que seus pais conseguiram tais bens em função de seu esforço (caso não tenha sido obtido por meio de herança), mas mesmo esse esforço foi à custa de um sistema bastante complexo que favorece uns e limita outros, mesmo considerando as capacidades individuais.
O fato é que, independente de como alguém tenha conseguido amealhar a fortuna, é justo que seus herdeiros sejam beneficiados sem restrição disso, sem a necessidade do esforço para amealhar sua própria fortuna. Se considerarmos os vivos, a ideia é o seguinte:
1. Se eu trabalhei, é justo que usufrua da riqueza que isso me proporcionou (parece-me bastante coerente tal raciocínio)
2. Se eu fui lesado pelo estado de alguma maneira (como o exemplo da via pública mal conservada acima), é justo que eu seja indenizado por isso (parece-me bastante coerente tal raciocínio)
Agora façamos o mesmo exercício para os herdeiros, usando a mesma lógica
1. Se eu amealhei uma fortuna em vida, o resultado disso é meus herdeiros usufruírem totalmente dela
2. Se em vida eu fui prejudicado pelo sistema (como escravo), o resultado disso é meus herdeiros não escravos terão uma vida miserável, então é justo que eles sejam indenizados por isso
Obviamente que meus amigos anti cotas não concordarão com a segunda colocação ainda que a primeira lhes deixe felizes e entusiasmados. Afinal, na cabeça deles só vale a “herança positiva”, a “negativa” não. Para mim é uma forma de pensar bastante capenga, desequilibrada. Talvez meus amigos dirão: mas a escravidão acabou há muito tempo... Aí que está: nem é tanto tempo assim e a situação da exclusão social dos afrodescendentes foi agravada ao longo do tempo justamente porque os descendentes diretos nunca foram indenizados, sem dizer que brancos europeus receberam do governo cotas para os auxiliarem na condição de migrantes (esforço sistêmico de embranquecer a população) enquanto os pretos libertos e seus descendentes eram colocados à margem da sociedade pela questão do racismo.
Enfim, é todo um sistema de pensamento muito arraigado nas pessoas e que custará muito tempo de esclarecimento ainda para evoluirmos na questão.
domingo, 5 de maio de 2019
Estudando inglês
Vitor Gomes de Deus ajudando o Felipe na lição de inglês:
- Vítor, o que é "is"?
- É um verbo: "ser" ou "estar" (istar).
- É um verbo: "ser" ou "estar" (istar).
Eu:
Felipe, por exemplo:
Estrela em inglês é "istar".
Pequena estrela é "lírou istar".
Então você pode dizer "lírou istar" ou "lírou is"
Felipe, por exemplo:
Estrela em inglês é "istar".
Pequena estrela é "lírou istar".
Então você pode dizer "lírou istar" ou "lírou is"
Conclusão:
Não basta ser pai, tem que participar.
Não basta ser pai, tem que participar.
Educação: retrato de dois Brasis em um curto diálogo
Uma amiga viu um vídeo de uma orquestra de estudantes tocando um arranjo que escrevi e comentou:
“Minha filha ia curtir tocar,.ela toca violino e piano.
E canta divinamente!!
Mãe coruja.”
E canta divinamente!!
Mãe coruja.”
Eu respondi:
“Que show!!!!
Nada como colocar os filhos em escolas que incentivam tudo aquilo que o governo atual quer destruir, né?
Ficaremos assim: os ricos e os filhos daqueles que colocam os filhos em escolas particulares investindo no pensamento crítico, na arte, no diálogo com sua realidade e tudo o mais!
Viva nossos filhos que estão sendo bem encaminhados, porque são esses que estão sendo preparados de fato para os desafios cada vez maiores do século XXI.
A lamentar somente pelos filhos dos alienados que não fazem ideia do que sejam Paulo Freire, Vygotsky e estão vibrando que agora a toada é "ser filhos não devem pensar, não devem ter senso crítico, precisam apenas aprender a apertar parafusos e fazer contas aritméticas."
Matéria-prima para alienados, manipulados.
melhor para nossos filhos... 🤷🏽♂😄
“Que show!!!!
Nada como colocar os filhos em escolas que incentivam tudo aquilo que o governo atual quer destruir, né?
Ficaremos assim: os ricos e os filhos daqueles que colocam os filhos em escolas particulares investindo no pensamento crítico, na arte, no diálogo com sua realidade e tudo o mais!
Viva nossos filhos que estão sendo bem encaminhados, porque são esses que estão sendo preparados de fato para os desafios cada vez maiores do século XXI.
A lamentar somente pelos filhos dos alienados que não fazem ideia do que sejam Paulo Freire, Vygotsky e estão vibrando que agora a toada é "ser filhos não devem pensar, não devem ter senso crítico, precisam apenas aprender a apertar parafusos e fazer contas aritméticas."
Matéria-prima para alienados, manipulados.
melhor para nossos filhos... 🤷🏽♂😄
(na realidade o emotion correto deveria ser 😰)”
Infelizmente, brasileiros que estão apoiando as insana cruzada ideológica de Pocketnaro e seus lunáticos, o fazem, parece-me que por uma fatal combinação de ignorância (mesmo tendo canudo universitário) e alienação.
As elites, aquelas que estão preparando corretamente seus filhos para o século XXI, como é o caso da minha amiga cuja filha estuda em uma cara escola de elite, riem dessas bobagens educacionais que Pocketnaro e seus lunáticos vomitam a cada instante.
Pais conscientes e que estão preparando de fato seus filhos para esse mundo cada vez mais competitivo sabem que a toada pocketnariana é um desastre porque não se faz pessoas competitivas sem o pensamento crítico, sem toda a bagagem de humanas e filosofia.
Pocketnaro quer preparar os pobres do Brasil para serem dóceis e manipuláveis apertadores de botão. As elites estão preparando seus filhos para serem líderes. Eis a questão.
Eu, mesmo não tendo meus filhos nas escolas mais caras do país, jamais abri mão desse aspecto: educação densa, com muita bagagem que estimule seu pensamento crítico, além das questões mais de exatas. Certamente meus filhos estarão mais bem preparados que os filhos dessa leva de ingênuos pocketnarianos que pensam estar no caminho certo porque “estão acabando com esse ‘pensamento de esquerda’”. Esse tipo de brasileiro não poderia ser mais ingênuo e mão-de-obra útil para quem está mais acima aumentar ainda mais a concentração de riqueza por meio da exploração dessa massa de dóceis manipulados.
quinta-feira, 2 de maio de 2019
Uma valsa
Caderno de música nas mãos:
- Pai, compus uma valsa.
- É? Deixa eu ver.
Bato olho na partitura.
- Tem alguma nota errada?
- Tem. Algumas, mas é o mesmo erro repetido.
- ???
- Aqui, ó: você escreveu mi-fá mas estava pensando em fá-sol.
Olha pensativamente, revisa a partitura...
- Não, é isso mesmo!
- Tem certeza? Então toca.
Senta ao piano. Toca e quando chega na primeira ocorrência de mi-fá, para desconcertado.
Pensa...
- É mesmo... Mas eu escrevi tudo errado!
- Normal, Felipe. Você escreveu a primeira vez errado e repetiu o erro sem perceber. Isso é comum. A gente faz muito isso. Para isso que servem os revisores.
- Ah, tá...
Olha a partitura pensativo, talvez com preguiça de apagar as notas erradas e escrever de novo.
- Pai, compus uma valsa.
- É? Deixa eu ver.
Bato olho na partitura.
- Tem alguma nota errada?
- Tem. Algumas, mas é o mesmo erro repetido.
- ???
- Aqui, ó: você escreveu mi-fá mas estava pensando em fá-sol.
Olha pensativamente, revisa a partitura...
- Não, é isso mesmo!
- Tem certeza? Então toca.
Senta ao piano. Toca e quando chega na primeira ocorrência de mi-fá, para desconcertado.
Pensa...
- É mesmo... Mas eu escrevi tudo errado!
- Normal, Felipe. Você escreveu a primeira vez errado e repetiu o erro sem perceber. Isso é comum. A gente faz muito isso. Para isso que servem os revisores.
- Ah, tá...
Olha a partitura pensativo, talvez com preguiça de apagar as notas erradas e escrever de novo.
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