domingo, 20 de abril de 2014

Parto e esquecimento

PARTO

Já me dei conta que, por fim, o que me empurra para a frente é a necessidade de parir. Música. É o que eu consigo parir. Parir, parir, parir. Talvez a angústia de deixar algo de mim depois que eu partir para o silêncio onde me acompanhará o esquecimento. Talvez uma tentativa inútil de não me deixar apagar jamais. Mas eu não pairo. Apena paro. Porque escolhi o caminho mais difícil do parto em que a cria, além de esquisita e cheia de rococós, e por isso mesmo só vem à luz depois de muito sofrimento, só surge depois de um parto coletivo. E onde há coletividade, sempre há mais emoção, mas também muito mais contingências. E o infeliz quase sempre vem à luz depois de passado o tempo que se julgaria razoável para uma gestação, quando o natural já era dá-lo como morto. No fim, só restará isso mesmo: morte e esquecimento.

ESQUECIMENTO

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Mais uma reminiscência brasiliense

Minha amiga Macy já havia me dito que, em Brasília, os motoristas respeitam faixa de pedestres. Experimentei essa sensação “estranha” de estar em um local civilizado em uma faixa de pedestres em frente ao Conjunto Nacional: basta você se aproximar da faixa e os veículos vão parando... Impressionante para os padrões de civilidade do trânsito de São Paulo.

Ontem, um episódio recorrente comigo no trânsito, me fez lembrar Brasília. Trafegava por uma rua tranquila em Santo André e, ao me aproximar de uma faixa de pedestres, vi um senhor parado como quem ia atravessar a rua. Parei. Ele olhou para mim e eu assenti a cabeça como quem diz: “Pode atravessar”. Ele deu um passo para trás. Eu dei uma buzinadinha de leve. Ele me olhou novamente. Assenti com a cabeça e com o braço, como quem lhe diz: “É sério, pode atravessar!”. Ele deu outro passo para trás.

Pensei: que mico, o tiozinho só estava na borda da calçada vendo o tempo passar. Pus o carro em movimento e parti. Pelo retrovisor o observei atravessar com segurança pela faixa de pedestres assim que eu me afastei. Por aqui, boa parte dos pedestres desconfia quando um veículo para dando passagem. Eles não entendem que isso seja possível.

Desventuras de um voo Brasilia - São Paulo

(texto escrito na madrugada de 12 de abril, no táxil, quando retornava para casa)

Me atrapalhei com o transito em Brasília (uma obra na pista que causou um grande congestionamento) e acabei chegando quase na hora do embarque. Em vez de embarcar às 17:20 rumo a Congonhas, embarquei às 22 e pouco rumo a Guarulhos, 226 reais mais pobre (era a opção menos cara). Tive tempo suficiente para observar a muvuca do aeroporto em Brasília. Pareceu-me uma grande confusão, mas nada se comparou aos caos que encontrei em Guarulhos.

Na aterrissagem o avião ficou taxiando um tempo infinito (preferi tirar uma soneca) porque havia 8 aviões fazendo fila. Quando finalmente ele abriu as portas, descobri que estávamos em um local remoto do aeroporto e fizemos um longo percurso de ônibus para chegarmos ao terminal. No setor das bagagens, outro caos: as pessoas se apinhavam e mal dava para andar. Descobri que a esteira do meu voo estava ao fundo compartilhando malas de outros 2 voos mais. Tentei acompanhar na ponta dos pés o amontoado de malas que circulava pela esteira, uma multidão à minha frente, caindo pelos lados, em meio a reclamações gerais, para ver se enxergava a minha. A coisa estava feia. Pedi licença às pessoas e pulei para o lado de dentro da esteira, onde poderia divisar mais facilmente minha mala quando ela chegasse e, enquanto isso, incorporei o funcionário da Infraero e contribuí para o fluxo das malas de forma menos precária, ajudando os passageiros a reorganizar as malas quando elas se amontoavam e colocando de novo na esteira as malas que caíam do lado de dentro. Depois de muito tempo, minha mala apareceu. O turba, possivelmente agradecida, abriu espaço e me ajudou a passar para o lado de fora da esteira e me mandar, enquanto outro passageiro, talvez inspirado pelo meu gesto, pulou para o lado de dentro e me substituiu no serviço voluntário.

Quando consegui chegar do lado de fora do aeroporto, um taxista me abordou: “táxi comum!”. Desconfiado, preferi optar pela frota do aeroporto mesmo, não antes de lhe perguntar quanto custaria a corrida até Santo André. Cento e cinquenta dilmas. 150 reais???, exclamei estupefato. Você vai pagar de 180 a 190 no oficial. Fiz as contas... será que vale o risco por conta de 40 reais, já que perdi muitas horas sem contar no prejuízo que já vou acumular ainda mais no táxi por conta da mudança de aeroporto? Preferi não correr o risco. Fui para a fila do Guarucoop e, quando informei o endereço, soube do preço: extorsivos 181 reais. Paguei com o coração espumando de raiva e fui para a fila do táxi. Foi quando percebi que a fila que eu tinha visto era o finalzinho dela, porque o início mesmo estava muuuito longe. E quase não havia táxis: eles não estavam dando conta. Abri meu ebook e me pus a ler para não sofrer a lentidão da espera interminável. Até que consegui embarcar no táxi.

Que tragédia! Não me lembro de ter chegado de qualquer voo nacional por Guarulhos. Pensei: será que isso é problema de desembarque nacional? Passando pelo desembarque internacional, tive impressão que a fila do táxi estava maior ainda.

Imagina na Copa...
 

O trem

Fazia tempo que não pegava o trem para São Paulo antes das 7 h da manhã. Não existe fila na bilheteria em Santandré. Isso me impressiona. Achava que nesse horário haveria uma fila enorme. Compro o bilhete e enquanto passo pela catraca, o trem chega. Nem dá tempo de passar para a plataforma do outro lado. Escolho a primeira porta mais à direita porque descerei próximo das escadas em Tamanduateí. Na realidade, o trem chega lotado e fica claro que nem todo mundo entrará. Calmamente me aproximo da porta, passando pelas pessoas que desistiram, esperando que eu seja o último a embarcar. Dessa forma não ficarei ensardinhado do lado de dentro. A estratégia funciona e eu fico bem no centro da porta. Não empurro como os demais porque, se o fizer, caberá uma pessoa mais e perderei minha posição estratégica.

O trem finalmente fecha as portas depois de eu colocar a mochila nos ombros, deixando-a pendurada pela frente. A ideia é não ter que ficar com meu rosto espremido em alguém e ainda me sobrar algum espaço para eu abrir meu Mutarelli e continuar minha leitura. O espaço não permite. Melhor utilizar o livro com outra utilidade: dados os aromas de hálito matutino e perfume barato que assaltam minhas narinas, decido afundar meu rosto na capa do livro e tentar, com o cheiro da encadernação, dar algum alento para meu olfato. Quando embarquei, certifiquei-me de que não haveria nenhuma mulher próxima a mim para que, por descuido, não ficasse roçando nela e ser interpretado de maneira incorreta. Não havia. Portanto, com a cara afundada no livro, além dos corpos me pressionando por todos os lados exceto na frente graças à mochila, o que me incomoda mesmo é sentir na minha mão, que segura o livro, dois jatos de respiração nasal que emitem duas pessoas. Isso me incomoda bastante, mas faz parte inevitável da experiência de trens lotados. Aliás, não sei como as pessoas conseguem soltar jatos de vento tão fortes pelo nariz enquanto respiram naturalmente. Para eu fazer o mesmo, tenho que empreender um grande esforço diafragmático, o que gera cansaço.

Prefeito Saladino. A porta se abre, gente que sai, gente que entra, naturalmente sou empurrado para mais dentro. Minha expectativa de que me livre dos jatos respiratórios faz com que essa onda de gente a me empurrar me pareça uma boa ideia. Realmente, mudo de posição e agora estou de costas para uma senhora gordinha. Tento diminuir a pressão desse lado para não incomodá-la. Livro-me da respiração nasal mas dou de cara com dois senhores com um insuportável hálito de cachaça. Afundo ainda mais minha cara no livro, fecho os olhos e espero o tempo passar.

Em Utinga quase nada muda e, em São Caetano, com a abertura das duas portas, eu não mudo de lugar mas mudo de posição, agora de frente à porta por onde entrei. Gente que sai, gente que entra, o trem fecha as portas e percebo que, uma pessoa depois da porta, vai uma garota de cabelos negros. Muito bonita e com ar de ser bastante meiga. Sua expressão denota que ela está bastante incomodada com o desconforto mas não reclama. Fico com dó dela. Depois de algum tempo, desvio o olhar: já pensou se ela me flagra olhando e confunde meu sentimento de empatia com outra coisa?
Finalmente chegamos a Tamanduateí. Alívio. A multidão se aglomera no acesso às escadas rolantes. Aproveito que quase ninguém acessou as escadas fixas e a escalo de 2 em 2 degraus. Ainda dá tempo de subir as escadas rolantes caminhando porque ela ainda não está entupida. O metrô chega logo e me posiciono no primeiro vagão, afinal vou fazer a baldeação na estação Consolação. O metrô está apenas lotado, o que me parece uma ótima ideia. Portanto, ainda que sinta algumas pessoas me encostando, isso é bem leve ou ocasionalmente por conta da inércia. Abro o livro e continuo a leitura. Vez por outra sinto uma cotovelada nas costas. Penso ser resultado da inércia. Do meu lado esquerdo há uma garota que me parece bastante bonita também. Vez por outra seu braço roça no meu e fica encostado. Gosto da sensação. Mas, sempre que isso acontece, depois de desfrutar alguns segundos do toque, afasto delicadamente meu braço, para ela não achar que estou me aproveitando. Continuo minha leitura.

Na estação Trianon-Masp ela sai, o que me obriga a me mover para lhe dar passagem. Quando me movo girando o corpo, percebo uma moça alta atrás de mim que me fuzila com o olhar. Daí suponho que as cotoveladas talvez não fossem acidentais: talvez, por estar lendo e meio desligado dos balanços do trem, eu tenha encostado nela algumas vezes e sua reação tenha sido me dar uma cotovelada por me considerar folgado ou imaginar que eu estava me aproveitando. Sei lá.

Finalmente chego na estação Consolação. Sempre que desço lá, observo se a luz da esteira está verde. Se não estiver, mudo minha rota para a esquerda e vou pelo piso normal. Não gosto muito de caminhar pela esteira parada. Distraído, me esqueço disso e, quando me dou conta, não dá mais para escapar: entro na esteira estacionária. Na minha frente vai uma garota de calça jeans desbotada e sapato preto de salto alto. Sacolejante. Mulher de calça jeans desbotada e salto alto me parece muito chique. Fora da esteira, na parte do piso, um rapaz caminha lendo sua revista de tecnologia. Normalmente eu leria também, mas como estou lendo um livro de papel e não um e-book que dá para aumentar a letra e ler em movimento sem ter que compensar o balanço natural da caminhada, desisto da leitura. Acompanho o sacolejo à minha frente. Duas esteiras paradas e uma catraca depois, já no túnel,  caminho um pouco mais rápido que a moça à minha frente e, no rabo de olho, dou uma olhadela rápida. Não que ela seja feia, e é um pouco nariguda, mas eu preferia a visão do sacolejo.

Quase chegando na plataforma da estação Paulista, fico atrás de um senhor que anda calmamente: chinelo de dedo, bermuda, camisa estampada e chapéu. Baixinho, constituição óssea avantajada, lhe dá um aspecto atarracado. Tem o tronco desproporcional, o que implica em pernas um pouco mais curtas. Mas nem tanto, como acontece com anões, por exemplo. Mas ele anda com passos bem curtos e arrastando os chinelos. Me pergunto se ele anda assim por conta da sua constituição física ou por conta de sua personalidade. Não me parece que ele tenha pernas tão curtas que não lhe permitam dar passos um pouco maiores. Mas de qualquer forma me pareceu uma figura meio insólita na multidão.

Desço para a plataforma sentido Luz, sentido que sempre me parece anormal, já que na maioria absoluta das vezes, quando embarco por ali, o faço no sentido oposto e, ufa!, o trem está menos lotado. Ainda estou com a mochila pendurada na frente. Um rapaz olha com muita atenção a TV no teto do vagão do lado oposto ao meu, o que me chama a atenção. Curioso, vou ver o que tanto lhe prende e fico surpreso ao ver que, do lado em que estou, está passando um comercial besta. Fico pensando se o que estou vendo é o mesmo que ele assiste. Distraído nesse exercício, desequilibro-me quando o trem dá partida e dou um encontrão, com a mochila, em uma senhora à minha frente. Imediatamente ela se vira, um misto de surpresa e começo de indignação, mas quando dá de cara com minha imediata expressão de pesar pelo incidente, a tensão do seu rosto desaparece e dá lugar a um sorriso compreensivo que interpreto como uma aceitação do pedido de desculpas que meu olhar sugere.

Uma estação depois desembarco na República e, como ocorre das poucas vezes que desembarquei ali, minha primeira reação é seguir a multidão que se desloca para a escadaria que dá acesso ao pavimento inferior, para a baldeação, quando caio em mim a tempo: opa, não é por aqui! Desvio do fluxo e vou em direção à escada rolante que dá acesso ao pavimento superior e depois à saída.


Absorto em pensamentos, passo pelas escadarias, vou pela Sete de Abril e, quando me dou conta, já estou apresentando o RG na recepção do edifício.

terça-feira, 11 de março de 2014

Livros que li em 2013

Eu achei que já tivesse registrado os livros lidos em 2013. Acabei de perceber que não. Foi um ano muito corrido e de pouca leitura. Mesmo assim, ainda consegui a "impressionante" marca de 12 livros lidos. Considerando que um deles foi "Ulisses" de James Joyce, iniciado no ano anterior, não foi um ano pródigo, é verdade, mas tampouco foi uma sequidão.

Estou desassinando paulatinamente um sem número de periódicos que assino. Primeiro pela minha incapacidade de lê-los (as revistas normalmente se amontoam) e, segundo, porque isso me rouba precioso tempo para ler livros interessantes. Acho que ficarei apenas com a revista Info, da Editora Abril, para me manter minimamente informado do que ocorre na área (trabalho com TI), ainda que eu possa me informar decentemente apenas por sites. Mas, enfim, a comodidade de ter uma revista com alguns temas pré-selecionados é tentadora.

Enfim, os livros lidos na ordem:

1.       Os Sete Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes (Stephen R. Covey)
2.       Honoráveis Bandidos (Palmério Dória)
3.       O auto da compadecida (Ariano Suassuna)
4.       A queda (Diogo Mainard)
5.       A trilha menos percorrida (M. Scott Peck)
6.       Essa história está diferente (Ronaldo Bressane - organizador)
7.       O que Jesus disse o que Jesus não disse (Bart D Ehrman)
8.       O estudante (Adelaide Carraro)
9.       Entre a cruz e o Arco-Íris (Marília de Camargo César)
10.   Ulisses (James Joyce)
11.   Cristãos, Judeus e Pagãos (Roque Frangiotti)
12.   A ordem do discurso (Michel Foucault)

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Vamos ler?

Acabei de dar uma uma olhada aqui nos EPUBs que coleciono, geralmente enviado por amigos: cerca de 2.500. Morrerei e não lerei tudo. Lerei uma ínfima parte, é verdade. Mas eu amo ler. Pena que meu tempo é muito restrito. Em casa há centenas de livros em 3 bibliotecas, se considerarmos que a biblioteca seja um espaço onde ficam armazenados livros. Com tanta coisa para ler, fica difícil decidir o que ler. Há um tempo pedi ajuda alguns amigos para sugerirem livros que eles tinham lido e que acharam interessante. Eles fizeram uma lista que eu reproduzo abaixo. Alguns desses livros eu já li. Não há o menor critério na ordem dos livros: eu simplesmente fui fazendo a lista na ordem em que iam citando. Mas, considerando que os livros são uma resposta à pergunta "Quais os melhores 10 livros que você já leu?", a lista é no mínimo interessante. Vamos a ela, lembrando que sequer me dei ao trabalho de formatar corretamente a lista (gastarei o tempo disso lendo algo):

1.       por tras das palavras  Carlos Mesters
2.       o auto-engano – eduardo gianetti
3.       Armas, Germes e Aço - Os Destinos das Sociedades Humanas
4.       Philip Yancey
a.        Oração: ela faz alguma diferença?
b.       O Deus (in)visível
c.        Alma Sobrevivente
5.       Filosofia: ordem
a.        - Filosofia Antiga: alguns pré-socráticos são interessantes: Xenófanes, Parmênides, Zenão de Eleia. Platão e Aristóteles. E Agostinho, claro

- Medieval: Orígenes, Gregório de Nissa, Anselmo, Abelardo, Escoto, Tomás de Aquino, Averrois (pra dar uma quebrada é legal)

- Moderna (uma leitura direcionada para o debate entre racionalismo e empirismo): Descartes, Locke, Hume, Leibniz e Kant. Tem, claro Berkeley dentre outros.

E depois disso com todas as discussões sobre períodos aqui e acolá tem Nietzsche, Kierkegaard, Marx, Feuerbach, Freud.

Tem o povo da linguagem do século passado: Russell, Rorty, Putnam, Devitt, Dummet, Frege (tô misturando períodos)

Ainda tem a galera de política que eu não tenho muito contato tipo Hobbes, Deleuze, Derrida, Foucault (não leio muito esse povo)

6.       Scribd
a.        mito e realidade, mircea eliade
7.       O Método, de Morin (6 volumes)
8.       Tratado de História das Religiões, de Eliade
9.       Teologia a Caminho, de Hans Küng
10.    Nietzsche, o rebelde aristocrata, de Losurdo
11.    O Império do Sentido, de François Dosse
12.    A Teologia do Século XX, de Rosino Gibelini
13.    Introdução ao AT, de Erich Zenger
14.    A Dinâmica da Fé, Tillich
15.    História das Crenças e das Idéias Religiosas, 3 volumes, Eliade
16.    Vida: Biografia do Keith Richard
17.    Em 6 passos o que faria Jesus: Novíssimo manual de conduta do seguidor de Jesus | Paulo Brabo | ISBN: 978-85-62877-01-8
18.    Para Entender: Pós-modernidade | Mary Rute Gomes Esperandio
19.    Como Fazer Teologia da Libertação | Clodovis Boff e Leonardo Boff | ISBN: 8532605427
20.    “Os Pobres Herdarão a Terra”: Conflitos Rurais e Igreja Católica no Brasil na segunda metade do Século XX
21.    What Would Jesus Deconstruct: The Good News of Postmodernism for the Church | John D. Caputo | Editora: Baker Academic |ISBN-10: 0801031362
22.    How (Not) to Speak of God | Peter Rollins | ISBN-10: 1557255059 (esse é o melhor livro que eu já li...)
23.    Qualquer livro do http://www.johndominiccrossan.com/
24.    Introducing philosophy de Dave Robinson
25.    Anarchy and Christianity, Jacques Ellul
26.    Emerging Churches: Creating Christian Community in Postmodern Cultures, Eddie Gibbs
27.    God's spies: Stories in defiance of oppression
28.    Esse foi o melhor livro infantil que eu li: http://ottawa.bibliocommons.com/item/show/375356026_the_story_of_a_mirror (para meus filhos)
29.    http://peroratio.blogspot.ca/2010/06/2010402-nao-os-devo-ninguem.html
30.    2. Religião e Repressão - Rubem Alves
31.    3. Em 6 passos... - Paulo Brabo
32.    4. Piedade Pervertida - Ricardo Quadros Gouvêa
33.    5. A Mensagem Secreta de Jesus - Brian McClaren
34.    6. O Jesus que Eu Nunca Conheci - Yancey
35.    Matrix: Bem vindo ao deserto do real
36.    Deus Negro
37.    1 - Por que as pessoas acreditam em coisas estranhas, de Michael Shermer.
38.    2 - História do Espiritismo, de Arthur Conan Doyle (que na verdade fala do moderno espiritualismo em geral, não do Espiritismo kardequiano).
39.    3 - O Oculto, de Colin Wilson.
40.    4 - A religião de Jesus, o judeu, de Geza Vermes.
41.    5 - História do cristianismo, de Paul Johnson.
42.    6 - Autobiografia: Minnhas experiências com a verdade, de M. Gandhi.
43.    7 - Jesus, o filho do Homem, de Gibran Khalil Gibran.
44.    8 - Buda, de Karen Armstrong.
45.    9 - Uma lida em ensaios variados de secularistas e ateus, ótimo para temperar arroubos de petulância dogmática (embora muitos tenham os mesmos defeitos): http://www.infidels.org/).
46.    10 - O animal social, de Eliot Aronson.
47.    Deus é vermelho
48.    1 ) O duplo - Dostoiévski
49.    2 ) O desaparecimento de Deus - R. Elliott Friedman
50.    3 ) Deus não existe! ... Eu rezo para ele todos os dias - Jean-Evys Leloup
51.    4) Creio na ressurreição do corpo - Rubem Alves
52.    1 - Mil e uma noites - a tradução mais recente direto do árabe.
53.    2 - Alguma coisa de Shakespeare, Macbeth, Hamlet ou Mercador de Veneza.
54.    3 - Alguma coisa do Alan Moore - V de Vingança ou Watchmen (pelamordedeus, os quadrinhos, não os filmes).
55.    5 - O Som e a Fúria - Faulkner.
56.    7 - Coração das Trevas - Joseph Conrad.
57.    1º Do sentimento trágico da vida – Miguel de Unamuno
58.    2º O Homem medíocre – Jose Ingenieros
59.    3º Deus uma biografia – Jack Miles
60.    4º O livro de J – Harold Bloom e David Rosenberg
61.    5º Religião e Repressão – Rubem Alves
62.    6º Dogmatismo e Tolerância – Rubem Alves
63.    7º As Veias Abertas da América Latina – Eduardo Galeano
64.    8º A Espera da Aurora – Jean Delumeau
65.    9º Abaixo as Verdades Sagradas – Harold Bloom
66.    10º O Código dos códigos - Northrop Frye
1.       Fim do Cristianismo Pré-Moderno, de André Torres Queiruga/
2.       Livro do Desassossego, Pessoa/
3.       Pequenos Tratado das Grandes Virtudes, de André Comte-Sponville/
4.       O Espírito do Ateísmo, tb do Sponville/
5.       O Homem-Deus ou o Sentido da Vida, de Luc Ferry/
6.       Teologia e MPB, de Carlos Eduardo Calvani/
7.       Matar nossos Deuses, de José Maria Mardones/
8.       Acreditar em Acreditar, de Gianni Vattimo e
9.       Terra Sonâmbula, de Mia Couto
67.    8 - Os Sete Enforcados - Leonid Andreiev. Maravilhoso!
68.    9 - Ilíada e Odisséia de Homero. Impossível não ler os gregos. Vale também ler alguma coisa de Platão ou (adogo) alguma tragédia de Sófocles.
69.    6 - Tess - Thomas Hardy.
70.    7 - Coração das Trevas - Joseph Conrad.
71.    "Deus e as religiões: 'inreligionação', universalismo assimétrico e teocentrismo jesuânico". In Andrés Torres Queiruga, "Do terror de Isaac ao Abbá de Jesus: Por uma nova imagem de Deus". São Paulo: Paulinas, 2001, pp. 315-55, aqui p. 352).
72.    Salvos da perfeição – Elienai Cabral Jr.
73.    Cidade febril
74.    Jesus, o homem que amava as mulheres (indicação GB)
75.    A alma encantadora das ruas – de João do Rio (disponível por diversas editoras)– O dândi carioca sabia tudo sobre a arte de flanar pela cidade e tirar dela, ainda em 1908, belas histórias.
76.    Um Bom Par De Sapatos E Um Caderno De Anotaçoes – Como Fazer Uma Reportagem -de  Anton Tchekhov (editora Martins Fontes).Toda a riqueza de observação e detalhes que usava nos seus contos e peças, a favor do jornalismo-literário em uma reportagem de viagem.
77.    Balas de Estalo – reunião crônicas políticas e de costumes de Machado de Assis –publicado por várias editoras.
78.    Dez dias que abalaram o mundo – John Reed (ed.Conrad)–De uma forma eletrizante, punk-rock mesmo, o autor narra os acontecimentos da revolução russa de 1917.
79.    Paris é uma festa – E. Hemingway (ed.Bertrand Brasil) –As pereguinaçoes boêmias de um dos maiores narradores americanos e a sua convivência com grandes artistas franceses. Para aprender a escrever e observar o mundinho artístico.
80.    Na pior em Paris e Londres – George Orwell (Companhia das Letras, coleção Jornalismo Literário) –A experiência de miserável do autor de “1984”.Aula de escrita e humanismo pelos subterrâneos das cidades.
81.    O Segredo de Joe Gould,de Joseph Mitchell (Cia das Letras). Aula genial de como fazer um perfil de um puta personagem praticamente anônimo de NY, um desses vagabundos que vemos por e mal sabemos da sua genialidade.
82.    Malagueta, perus e bacanaço (ed.Cosac & Nayfi-João Antônio- O universo marginal dos salões de sinuca, rodas de sambas e madrugadas nos bares. Narrativa coloquial e maldita.
83.    Dicas úteis para uma vida fútil -um manual para a maldita raça humana – Mark Twain (ed.Relume Dumará). Um grande almanaque com dicas de etiqueta, moda, comportamento, costumes. Tudo da forma mais mordaz possível. Pra rir e aprender.
84.    O perigo da hora – o século XX nas páginas do The Nation (ed.Scritta). Textos de gênios do jornalismo e da literatura como Kurt Vonnnegut, H.L. Mencken, Gore Vidal, John dos Passos entre outros bambas.
85.    O livro dos insultos – H.L.Menken (Cia das Letras) –Influência importante para muita gente no Brasil, como Ruy Castro e Paulo Francis, por exemplo, com Menken você aprende a ser crítico, ácido e ter uma pena maldita.
86.    Medo e delírio em Las Vegas– (ed.Conrad) A lista não poderia faltar pelo menos uma obra-prima do rei do jornalismo gonzo, a forma mais maluca e ousada de contar histórias. Foi adaptado para o cinema em 1998, pelo diretor Terry Gilliam.

87.    O que queremos dizer quando dizemos 'Inferno'?, Andrés Torres Queiruga.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Livros que li em 2012

Meu amigo Fabinho Silva publica em seu blog todos os anos a relação de livros que ele leu no ano anterior. A partir desse ano resolvi imitá-lo e fazer o mesmo:


Precisamos falar sobre o Kevin (Lionel Shriver)
Se eu fechar os olhos agora (Edney Silvestre)
A cruz de Hitler (Erwin W. Lutzer)
Quase memória (Carlos Heitor Cony)
A felicidade é fácil (Edney Silvestre)
Ostra feliz não faz pérola (Rubem Alves)
A celebração da disciplina (Richard Foster)
Assembleias de Deus (Gedeon Alencar)
O espião que sabia demais (John Le Carré)
Eichmann en Jerusalén (Hannah Arendt)
Fahrenheit 451 (Ray Bradbury)
O queijo e os vermes (Carlo Ginzburg)
Cândido (Voltaire)
Eric Clapton, a autobiografia (Eric Clapton)
Coração das trevas (Joseph Conrad)
Os sete enforcados (Leonid Andreiev)
Fuga do Campo 14 (Blaine Harden)